História dos índios Charruas

 

Por serem destemidos, corajosos e audazes, bem como excelentes cavaleiros, os índios Charruas inspiraram a criação de uma marca que deveria ser reconhecida tanto pela lealdade que teria ao cliente, quanto pela qualidade dos produtos que comercializasse. O resultado deste projeto foi uma rede de 250 postos, conhecida como Grupo Charrua. Sinônimo de confiança entre seus fiéis consumidores, a empresa iniciou suas atividades em Lajeado, no Rio Grande do Sul, buscando na bravura dos índios Charruas a energia necessária para adentrar posteriormente no estado de Santa Catarina.

 

Conheça um pouco mais sobre a história dos índios Charruas

 

Os índios Charruas ocuparam inicialmente as duas margens do Rio Uruguai, desde Itapeiu até o seu delta. Com o passar do tempo, já em época histórica, estenderam seus domínios até as costas do Paraná e também ao sul do Rio Grande do Sul. Enquanto as mulheres cuidavam das tarefas domésticas e dos cavalos, os homens se dedicavam à coleta de frutos, à guerra e à caça. Usavam como armas o arco e flecha com carcases, boleadeiras, fundas e lanças. Geralmente, as flechas eram feitas de ponta de pedra que lascavam com muita habilidade. Não eram agricultores e os homens praticavam a poligamia, ou seja, poderiam ter quantas mulheres pudessem sustentar.

Conforme registro de estudiosos sobre a raça Pampeana, os índios Charruas tinham uma estatura média de 1,68m, eram robustos e de bom aspecto físico. Apresentavam cor morena oliva ou castanho pronunciado. Eram sérios, silenciosos, tristonhos e costumavam falarpouco. Os homens levavam a barba como distintivo varonil e os caciques usavam, presos a ela, vidros, pedras e pedaços de lata. A tatuagem do rosto consistia em três linhas azuis que iam da raiz dos cabelos até a ponta do nariz e duas linhas transversais que iam de zigoma a zigoma. Em situações de guerra e também em festas, pintavam a mandíbula inferior de branco. Os autores antigos afirmam que os índios Charruas não possuíam instrumentos musicais.

Na economia, há indícios de uma espécie de comércio baseada na troca. Por ser um meio de transporte por excelência, o cavalo tinha um grande valor na economia. Por volta do ano de 1730, os Charruas se aliaram aos Minuanos que vinham de além do Rio Uruguai e se estabeleceram nas terras próximas às Lagoas Mirim e dos Patos. Os Guenoas ou Guanoas, que eram os Charruas setentrionais, viviam errantes nas terras ao oriente do Rio Uruguai, no ângulo Sudoeste do estado do Rio Grande do Sul, estendendo-se até o mar. 

Depois do contato com os espanhóis, as primitivas habitações dos Charruas sofreram a influência da cultura do gado e do cavalo. Construídas inicialmente, as tendas apresentavam quatro estacas e esteiras de palha colocadas de maneira a servirem de parede e teto. Com o passar do tempo, as esteiras foram então substituídas por largos pedaços de couro. A alimentação, que consistia de caça e frutos, também sofreu modificações. Os Charruas passaram a consumir, entre outras, a carne do cavalo. Não sabiam fiar nem tecer. Os panos de algodão de sua vestimenta eram obtidos através do comércio com os índios Guaranis.

Para assuntos de guerra ou de interesse, convocavam o conselho de famílias. Para comunicação de ocorrências desta natureza, usavam a fumaça ou a claridade de grandes fogueiras. Como troféu de guerra, conservavam a pele do crânio de seus inimigos e marcavam no próprio corpo, com cutiladas, o número de abatidos. Não há muitas informações sobre suas crenças religiosas. Sabe-se que durante fartas libações, invocavam um ser superior que por vezes poderia tornar-se visível. Também há indícios de que acreditavam na imortalidade da alma.

Aos médicos-feiticeiros era atribuído o poder de fazer chover, provocar tormentas, desatar a fúria das feras e fazer transbordar rios e riachos. Ao lado dos médicos-feiticeiros, também havia as velhas que curavam, chupando a pele nos lugares doloridos. O funeral entre os Charruas era entregue a uma velha que se encarregava de sepultar o corpo e, no tempo adequado, descarnar os ossos que levavam na sua vida errante. Além do sacrifício de uma falange em honra ao defunto, as mulheres de parentesco mais próximo enterravam em si mesmas flechas e lanças que haviam pertencido ao morto.


Fonte: Enciclopédia Rio Grandense / Volume: O Rio Grande Antigo

 




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